Blog de anaherminiapaulino


16/07/2017


Trem

Em cada vagão um coração, uma história, um olhar perdido. Conversas as vezes fáceis de entender,

as vezes somente ruídos. 
Entram rapidamente para não perder o trem, sentados ou em pé lotam o espaço.

Dividem o mesmo ar e olham curiosamente para o outro. 
Tudo instiga, para onde vão, o que fazem, e em cada estação uns entram outros saem.
Vidas repartidas em vagões, estranhos tendo de conviver por um tempo até seu destino.
E em cada parada um recomeço constante, entram, saem, olhares esbarram e somem no ar, o que fica?

O trem que carrega todos os dias estórias diversas.

Escrito por Herminia Paulino às 01h52
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09/07/2017


Abismo

Incrível como conforme crescemos, antigos conhecidos tornam-se meros estranhos, e quanto mais o tempo

passa ficam só lembranças das risadas pós almoço, da divisão da cama, e dos segredos trocados. 

Onde erramos que nos perdemos de pessoas que terão eternamente laços consanguíneos? Tudo torna-se

memórias reavivadas quando vemos, mas o abismo criado não permite muita conversa, aproximação, carinho.

Tudo frio, mecânico,obrigação formal, nada dará liga mais, são só lembranças.

Jogamos fora uma vida, por fofocas, posição social, amor e cumplicidade tornam doces lembranças de infância.

O tempo voa leva por caminhos diferentes, e temos de encarar algumas pessoas, como parentes desconhecidos.

Escrito por Herminia Paulino às 23h55
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29/06/2017


Por vir!

Nos imaginamos seres perenes, cheios de nós mesmos, caminhamos a largos passos, cremos dar conta de tudo.  

Até que um dia as coisas mudam, e descobrimos que na verdade somos perecíveis e precisamos uns dos outros. 

A vida quando menos esperamos nos atropela, joga em nossas faces o quanto temos prazo de validade.

Para sempre só existe até o momento acabar, viajamos todos os dias para finais incertos.


O amanhã é um grande talvez, não somos ciências exatas, somos o que estiver por vir! O que irá vir?

Pergunta impossível de responder, fazemos planos inacabados com percursos mudados, de linear some

nte o traço desenhado, na verdade a vida é curvilínea, devemos  nos moldar para caber em novas circunstâncias. 

A única certeza é o tempo, este marca sem piedade sempre no mesmo compasso !

Escrito por Herminia Paulino às 00h02
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13/06/2017


Abolição

Como pode haver felicidade plena, enquanto seu irmão morre de frio, fome, sede.
Para onde vamos quando permitimos massacres , intitulados de guerras, dizimamos nações,

espalhamos os cidadãos. 
Para onde caminhamos? Retrocedemos pois a abolição humana de olhar os que necessitam, não ocorreu,

desde que o mundo é mundo, os quem tem muito ou o mínimo para sobreviver, enxerga o necessitado

como um mero coitado que existe por ser inferior. 
Enquanto tratarmos o próximo como simples coadjuvante, a involução será constante. 
É preciso abolir o cerne que nos adoece para só então vivermos como iguais ! 

Escrito por Herminia Paulino às 01h18
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08/06/2017


Viver

Eles disseram que não estaria aqui para vê-los crescer, que estaria no fundo do poço, enquanto exibiriam suas conquistas.

Seriam maiores que todos, pois seguem a rotina acordar cedo, trabalhar, malhar, e estar livre em suas noites,

no fim do mês o salário no fim o que fazer? Não importa, estão inseridos na sociedade, trabalham

pela vida que sonham, caminham para suas vidas corridas, e vivem o roteiro que tem que ser.

Quanto a garota que iria ver tudo de longe, ela sente tédio dessa vida que lhes apresentam,

pois a verdadeira liberdade consiste em fazer o que se deseja, e se isso consistir em nada fazer, feliz dela….que no fim do mês o dinheiro ainda está ali,

tem toda a liberdade inserida no verdadeiro contexto, as pessoas não entendem, mas para que importar-se?

Quando aprendem que viver é deixar de incomodar-se com o modo como o outro vive,

entendem que ser livre é diferente para cada ser, independente de classe, sexo e religião,liberdade é poder dizer

não a todo paradigma imposto e viver como quer!

Escrito por Herminia Paulino às 00h34
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01/06/2017


Nossa escuridão

Depois do apagar das luzes o que fazer? Quando ninguém estiver  a observar, quando o encontro é consigo mesmo, foge ou fica tranquilo consigo? 

O que todos nós fazemos  quando cessam os barulhos, e o silêncio invade? Dormimos para sonhar e criar nossa realidade paralela,

ouvimos música? 

Ou simplesmente encaramos nosso perturbador interior ? O que fazer quando nos encaramos frente a frente, gostar, ignorar …

ou ouvir a si mesmo e tentar apaziguar aquilo que com as luzes acesas e o barulho não somos capazes de ouvir. 

O que fazer conosco é o grande senão que sobra quando  encontramos a nossa escuridão!

Escrito por Herminia Paulino às 01h08
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02/05/2017


Sem volta


Enquanto ela partia, ele gritava o nome dela e pedia para voltar, mas a moça seguia firme. O rapaz sabia onde havia errado por isto o desespero, mas o pior era perder uma amiga, parceira, quem lhe colocou para cima em seus piores dias. 

Agora enquanto ecoava seus gritos, ele lembrava do quanto foi esperado uma mudança, atitude. Mas no fundo era sabido que não aconteceria mudança alguma, estava acostumado com aquele estilo de vida e por mais amor que sentisse, era mais fácil perder. Ela se fora, só restou o vazio e a rouquidão da voz…era tarde demais para qualquer mudança ou recomeço! 

Escrito por Herminia Paulino às 01h57
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01/03/2017


Folia

O ritmo que falta, chega com força no carnaval, o país paralisa para alegria passar. São sorrisos,rebolados por toda parte,esperança de um amor,amores, farra! 
Mas é mais um carnaval a passar, um enredo a ficar, e depois de toda essa festa, a realidade amarga bate a porta! 
É só mais um a desfilar pela avenida da vida, cheia de cores a gritar que após a festa o ano realmente irá começar! 
Até lá….é só mais um carnaval, para que possamos profanar sem medo de ter que se explicar, afinal tudo virará cinza na quarta-feira que aproxima- se!

 

 

 

Escrito por Herminia Paulino às 00h45
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20/02/2017


Fugas

Entre a vontade de demonstrar e esconder leva este sentimento, quer correr, abraçar, demonstrar afeto. Mas para que? Ele não merece receber tudo que ela guardou para ele. 

Então recua,para dentro dela, mergulha em suas profundezas e faz os momentos virarem banais.  Meios sorrisos,afagos, palavras ditas e abafadas, meias verdades. 

Porque continua nessa música de melodia dúbia? Tenta falar, mas crê ser desnecessário, e vai seguindo, até o dia que por fim, desistam ou assumam de uma vez aquilo que sentem!

 

Escrito por Herminia Paulino às 00h42
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19/01/2017


Ouvidos

Era preciso conversar, mas com quem? Solitária, que conta com sua história culpava ou signo por todas as desvantagens, em cada lugar que abria-se, ansiava para que fosse ouvido, é preciso fosse até pagaria.

Alguns foram bons ouvintes, cabeleireiros, dentistas atuam como psicólogos muitas vezes, outros não davam bola, nem sempre a solidão alheia causa comoção.Mas por que afinal ficou tão só?Nunca teremos resposta, pois o que atrai uma pessoa para alguém, repele para o outro.

Mas as vidas são interessantes, nunca deveriam ser deixadas de lado, ao menos ouvir, perguntar como está, deixar sufocar o outro é desumano. Mas o mundo perdeu-se, e muitos outros ficam perdidos, olhares ao longe, a procura de lugares onde possamos falar e sermos ouvidos, mesmo que a atenção seja passageira, que a tenhamos.

Esbarramos com muitos por nossa jornada, que possamos agir como seres comunicadores, e darmos alento a quem nos pede um mínimo de atenção!

Escrito por Herminia Paulino às 01h20
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04/01/2017


Mudanças

 

Talvez um dia tudo volte a ser como era no princípio, sorrisos, cumplicidade, lealdade.  Hoje o tempo levou tudo, restou as memórias, das viagens,das ligações,passeios, ou o nada feito juntos, que era bom só pela presença um do outro. 

As pessoas mudam,sentimentos transformam, amizades novas surgem e muita coisa importante é deixada para trás.Trocamos quem nos deu suporte, amizade, pelos recém chegados, quanto mais tudo muda, a distância aumenta, a base antes sólida parece balançar a cada ventania.  

Talvez seja hora de partir, levar na mala as coisas boas, a saudade e deixar o tempo resolver se um dia voltarão a ser o que foram, ou se somente serão doces lembranças.

Escrito por Herminia Paulino às 00h20
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19/09/2016


Amores

Olhos nos olhos, um sorriso tímido, mãos que tentam aproximação.  Ao tentar falar alguma coisa,as palavras engasgam, um misto de sentimentos, o silêncio profundo que reina, demonstra mais que qualquer palavra proferida.

Em meio a essa confusão e carinhos trocados, talvez um sentimento maior esteja a brotar entre eles.

Mas ambos fogem desse pensamento, melhor viver um dia por vez, deixar crescer. Escolher as palavras para não parecer meloso.  Uma dança entre quem demonstra mais, quem aguenta o silêncio e quem suporta tanto carinho em forma de gestos. Mãos que unem- se, afagam e traduzem tudo que vai pelo coração. Misto de demonstrar, esconder, desejar ou deixar escorrer.  Ouvir o outro mesmo quando este nada diz,suportar a ausência quando o desejo era estar perto. 


Escrito por Herminia Paulino às 00h43
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06/09/2016


Doce amargo

Olho seus olhos para tentar descobrir o que realmente existe aí dentro, quero saber  se existe mudança ou somente é um devaneio meu.   Me perco no passado,a cabeça vai além, a ponto de confundir o ontem com o hoje.

 Era para ser simples, mas as entrelinhas me embaralham, porque deveria acreditar? A cada passo que dou, a sensação que o chão não é firme, esquisito quando o equilíbrio é inexistente, onde apoiar? Inexplicável  o gosto doce e amargo, com a mistura de borboletas no estômago. 

 Sempre que navego no raso da sua calmaria,entro no fundo do meu caos. Entre sorrisos, e desencontros me perco cada vez mais. Seus olhos brilham,sua expressão é outra, mas a falta de equilíbrio me rouba as palavras e a paz. 

Em meio a este devaneio, sinto o fio fino que nos uni avisar-me, “ confie e desconfie,mas não o solte, pode não haver volta se romper mais uma vez”. 

 

 

Escrito por Herminia Paulino às 00h42
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26/08/2016


Distraída

O vento que sopra a bagunçar seus cabelos, sentada a contemplar o mar,está longe talvez em mares que já foram navegados.   Distraída a ver as crianças correrem das ondas, os demais a passar. 

 Mistura flash de outrora com a atualidade, o mar traz a paz e equilíbrio perdido na selva de pedra. Esta calmaria poderia peurar quando retornar para a rotina. 

Conforme a hora passa a paisagem muda, e a linha que une mar e céu cada vez mais próximas ficam,vontade de seguir por ela, sem pressa para retornar.  Como é bom o encontro de si mesma por algumas horas, sem ter que resolver problemas ou dar satisfação, é hora de voltar, leve e sem sombras, o mar as levou. 

 

 

 

 

Escrito por Herminia Paulino às 00h28
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23/07/2016


O quintal

Ao amanhecer a grama do quintal está branca, da geada que houve na noite passada.  Pega uma xícara de café e resolve caminhar pelo gramado, observa a paisagem,sente o cheiro do mato molhado e um leve arrepio.

 Como por mágica é transportada a um passado não tão longínquo, enxerga a vó ao longe e ouve “ entra o café está na mesa”, os olhos ficam marejados sente o cheiro do café, e ao olhar com cuidado ao seu redor, nota que a paisagem é a mesma,bela,mas existe algo que fora modificado. 

 A menina ficou nas lembranças, assim como a vó a chamar, e preparar o café. A casa não é mais a mesma,mas em seu coração nada mudou. 

A casa simples, com o enorme quintal para desvendar, o balanço que fazia voar. É como se o passado e presente estivessem misturados, sensações confusas. É tempo de entrar, aquecer o corpo e deixar as lágrimas da saudade escorrerem. 

 

Escrito por Herminia Paulino às 00h16
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English

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